Arte Como Cuidado
Matéria Saúde Rio Dia da Luta Antimanicomial | Edson Antunes
O cuidado em liberdade transforma trajetórias marcadas pela exclusão em histórias de autonomia e afeto. A trajetória de Edson Antunes simboliza os avanços da reforma psiquiátrica e a importância do cuidado em liberdade que hoje marcam o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. Internado pela primeira vez ainda na infância, Edson encontra hoje no Instituto Municipal Nise da Silveira, no Engenho de Dentro, uma realidade completamente diferente do passado marcado por sofrimento psíquico, alcoolismo precoce e longos períodos de internação. Sua história mostra como a arte e o acolhimento podem transformar trajetórias marcadas pela exclusão em caminhos de autonomia, pertencimento e dignidade.
Anos atrás, Edson chegou ao Instituto Municipal Nise da Silveira ainda muito jovem, em meio a crises pelo consumo de álcool e intenso sofrimento emocional. Entre idas e vindas ao longo da vida, passou por momentos graves durante a internação. Hoje ao revisitar essa memória, afirma que o cuidado foi decisivo para que pudesse sobreviver e encontrar novos caminhos. O primeiro contato com a pintura aconteceu quando profissionais do CAPS Raul Seixas o incentivaram a expressar emoções no papel. A partir dalí, a arte se tornou não apenas a linguagem artística que caracteriza suas obras, mas também uma estratégia de enfrentamento das suas questões psicológicas.
“Tudo que me fazia mal eu passei para a tela. Quando você enxerga aquilo que te incomoda, encontra um jeito de batalhar contra isso. A arteterapia não cura, mas dá direção. Ela ensina a sobreviver ao que surge dentro da gente. Minhas verdadeiras obras de arte hoje estão em casa: minha esposa e meus dois filhos. Eles me ensinam todo dia o que é amor. Mas hoje aqui no Nise da Silveira encontrei uma família, onde sou tratado como ser humano”, conta Edson.
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